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4 de abril de 2018

Resenha: Fantastic Beasts and Where to Find Them: The Original Screenplay

© Elton Cardoso

À essa altura, creio que todos já estão sabendo que a J.K. Rowling, autora de Harry Potter, também anunciou que uma nova saga do Mundo Bruxo, Animais Fantásticos e Onde Habitam foi o primeiro filme de cinco. Como todo Potterhead sabe, a Jo mantém tudo que envolve o Mundo Bruxo debaixo de suas assas e ela não é de entregar esse universo que passou cerca de 17 anos o aprimorando com os livros de Harry Potter. Dessa forma, ela se aventurou ao escrever o roteiro de uma história original para o cinema de seu universo fantástico, com isso, podemos esperar que a nova saga, assim como os livros, terá uma história bem amarrada e fechada, uma vez que tudo sairá da cabeça dela.

Uma vez lançado o filme nos cinemas e atendendo praticamente todas as expectativas dos fãs (as minhas, pelo menos, foram bem atendidas, pois, no elenco tem dois atores que eu admiro muito, o Eddie Redmayne e o Ezra Miller, além do enredo ser ótimo). Assim, pouco tempo depois do lançamento nos cinemas, foi lançado o enredo original do filme escrito pela própria J.K. Rowling, e é claro, eu não poderia deixar de ler.

Como já dito antes, o livro é na verdade um roteiro, logo, toda a diagramação será deste gênero específico. Apesar de o livro ser um pouco grande em relação a quantidade de páginas, eu consegui lê-lo bem rápido e mesmo em outro gênero de escrita distinta do que conhecia da Rowling, uma vez que ela escreve romances, é possível ver que de fato foi ela quem escreveu sim, a escrita é dela, o envolvimento e a riqueza em detalhes são características da autora, só essa familiaridade é reconfortante.

Além disso, o livro em si é muito lindo, desde a capa em um azul muito bonito, toda a arte é em auto relevo e na cor dourada, que acaba fazendo uma alusão aos anos 1920 em que a história é situada, e também é possivel ver outras ilustrações dos animais ao longo do livro com a mesma pegada vintage feita pelos artistas NimaLima, que são os responsável por praticamente todo o design visual desde o primeiro filme de Harry Potter e continuam na nova era.


2 de abril de 2018

Resenha: Cidades das Almas Perdidas, de Cassandra Clare

© Elton Cardoso
Como de praxe, o quinto livro da série “Os Instrumentos Mortais”, “Cidade das Almas Perdidas”, escrito pela americana Cassandra Clare, tem seu início poucas semanas depois do ocorrido no final de seu antecessor, “Cidade dos Anjos Caídos” (resenha aqui).

Clary está desesperada com o sumiço de Jace e ainda mais com o fato dele não ter deixado nenhum rastro ao sumir. Com isso, a Clave mandou os seus melhores Caçadores em busca dele, porém, sem nem um sucesso. Isso faz com que um nível de estresse e desespero se instale em todos aqueles que são próximos de Jace. Enquanto isso, a Clave também está igualmente preocupada ao saber que Sebastian está vivo e, possivelmente, junto a Jace, e o fato de não saber o que ele está tramando faz com que o clima de tensão se instale logo no começo do livro.

Consoante a isso, descobrimos, alguns capítulos depois, que o Jace está vivinho da Silva (e isso não é spoiller) e vai em busca de Clary e propõem que ela fuja com ele e seu irmão legítimo, Sebastian. Clary hesita, mas na tentativa de se tornar uma espiã e conseguir saber o que estão planejando, decide ir junto.

Assim, é descoberto que Jace e Sebastian estão ligados por um tipo de feitiço demoníaco feito por Lilith, em que Jace é totalmente submisso às vontades de Sebastian, além disso, se alguém machucar um o outro será igualmente machucado, logo, se um morrer, instantaneamente, o outro morrerá também.

Isso faz com que a tensão fique ainda maior. Magnus, faz o que pode para tentar encontrar um feitiço que possa romper com essa ligação demoníaca e, poder matar Sebastian sem ferir Jace. Mas ele não encontra nada que sua magia possa fazer. Assim, ainda mais frustrado, e com a ajuda de Alec, Izzy e Simon, pensam em várias alternativas igualmente absurdas e perigosas com a invocação de um Demônio Maior e até mesmo um Anjo.

Paralelo a todo o plot principal da quinta história, temos o que acontece na vida pessoal dos demais personagens – na minha opinião, essa é a melhor parte. Magnus e Alec estão em uma situação estranha no relacionamento deles, mas, apena da parte de um deles e isso faz com que Alec cogite a pensar em algumas atitudes que envolvem o Magnus que podem ser muito perigosas.

Maia e Kyle estão cada vez mais próximos e neste livro, o relacionamento deles tendem a entrar em um novo patamar.

Izzy está desenvolvendo sentimentos confusos e conflituosos em relação a Simon, e esse plot foi simplesmente o meu favorito neste livro, que me fez fica cada vez mais ansioso para saber o que iria acontecer com eles dois. Aqui, podemos descobrir um lado que até então não tinha sido mostrado desses dois personagens. Além de Simon está enfrentando alguns problemas pessoais.

Já o plot da Clary e do Jace (ft. Sebastian), neste livro, foi o mais chato e sem graça para mim. Eu adoro o casal, eles exalam sensualidade como ninguém (um grande ponto da autora), e adorei as cenas deles nos demais livros, mas neste não funcionou muito bem, o ritmo não estava legal, as conversas que caiam sempre no mesmo. Sempre que chegava no plot deles, que é o principal de certa forma, eu ficava ansiando para terminar logo para eu saber o que acontecia em qualquer um dos demais plots que, de novo, na minha opinião, estavam muito mais legais que o deles.

Como é de se esperar, chega o momento em que todos os plots se juntam para formarem o tão esperado clímax do livro e, igualmente previsível, a autora responde várias perguntas assim como cria vááárias outras e decide terminar o livro na melhor forma de: MEU DEUS, EU PRECISO DO PRÓXIMO LIVRO COM URGENCIA.

Apesar de alguns pontos negativos que expus nesta resenha, o livro “Cidade das Almas Perdidas” (aliás, alguém pode me explicar qual é a dos títulos dos livros dessa saga? Por que a maioria dos títulos simplesmente não fazem nenhum sentido à história, pelo menos eu não consigo associar), é muito bom para quem adora uma história de fantasia com ação, romance e muito entretenimento.


Só pretendo ler o sexto e último livro da saga (também o menor livro) nas próximas férias, então terei que me contentar com a nova temporada de Shadowhunters que será lançada em breve na Netflix.


1 de abril de 2018

Resenha: Cidade dos Anjos Caídos, de Cassandra Clare

© Elton Cardoso

“Cidade dos Anjos Caídos” é o quarto livro da saga “Os Instrumentos Mortais”, escrito pela americana Cassandra Clare. Assim como terminou o seu antecessor, “Cidade de Vidro” (resenha aqui), a quarta história começa exatamente de onde parou. Isso, na minha opinião, faz com que, não importe quanto tempo eu tenha passado para ler a nova história, o sentimento de que o tempo não passou permanece.

Simon está tentando se adaptar da melhor forma possível à sua nova vida de vampiro, ao fato de ser um Diurno e carregar a Marca de Caim, e com isso, ele acaba conhecendo a vampira Camille Belcourt, bastante velha e poderosa, além de ser a líder do bando de Nova York. Ao saber dos poderes diurno do novo vampiro, esta oferece uma aliança, em que Simon prontamente recusa e, durante a conversa, os seus amigos Caçadores de Sombras acabam prendendo ela, o que a deixa bastante furiosa.

Paralelo a isso, temos um Jace, ressuscitado da morte, que não está totalmente em seu melhor estado, pois ele passa a ter pesadelos constantes envolvendo situações estranhas e perigosas daqueles que ele ama, incluindo a Clary. Consoante a isso, o casal principal da história descobre que tem uma pessoa tentando transformar bebês recém-nascidos em algo semelhante ao que Valentim fez com Jonathan/Sebastian, e com isso, se inicia uma investigação que, de certo modo, acaba levando aos principais plots do livro.

Ademais, outros personagens estão tentando levar suas vidas da melhor forma que podem, isso incluem Jocelyn e Luke, que estão planejando seu casamento. Porém, no dia do casamento é desencadeado uma série de acontecimentos que nos leva ao clímax do livro, aqui, é explicado parcialmente, o motivo de Jace está tendo tantos pesadelos e agindo estranhamente, assim, com a explicação de outros fatos e acontecimentos totalmente inesperados que me deixou devastado (para citar a Gaga).

Desta forma, como é de se esperar nos livros de Cassandra Clare, temos um final que resolve algumas questões apresentadas durante o livro, como disse anteriormente, mas, em contrapartida, várias outras situações acontecem e a autora termina a quarta história assim, sem solucionar nenhuma, nos deixando à mercê da curiosidade e ansiedade para o que vai acontecer no livro seguinte.

O livro “Cidade dos Anjos Caídos”, tem a mesma fluidez que os seus irmãos anteriores, a autora tem uma grande habilidade de criar histórias paralelas ao plot principal que me faz ficar ainda mais apegado para saber o que acontece na vida dos personagens, assim como ela sabe escrever como ninguém cenas de pegação/romance que só Jesus na causa, menina Clare.

Então, se você leu os demais livros, provavelmente irá gostar deste!


31 de março de 2018

Resenha: Cidade de Vidro, de Cassandra Clare

© Elton Cardoso

O terceiro livro da saga d’Os Instrumentos Mortais, escrito por Cassandra Clare, autora norte americana, começa onde parou o seu antecessor, Cidade das Cinzas (que já tem resenha disponível aqui).

Clary quer a todo custo encontrar a tal poção que irá quebrar o feitiço em que se encontra sua mãe, e para isso, ela decide ir a Idris em busca do feiticeiro Ragnor Fell, com a ajuda de seus amigos Caçadores de Sombras, porém, o que ela não sabe, é que Jace está planejando ir a Idris sem ela, e para isso, ele chama Simon para que ele possa ajuda-lo, no entanto, quando Simon se dá conta do que ele está planejado vai contra o plano de Jace e opta por não ajudar ele. Porém, nesse interim, enquanto Magnus estava abrindo o portal para que Jace, Alec e Izzy pudessem se transportar até Idris, eles são atacados por um bando de demônios, e no meio da luta, todos conseguem atravessar o portal, inclusive Simon, que agora é um vampiro e está em Idris sem anunciar sua chegada, o que é considerado uma violação para Clave, assim os Lightwood decidem esconder Simon enquanto pensam em uma alternativa de tirá-lo de Idris ileso, mas isso não será fácil, visto que a Clave já tem conhecimento do vampiro na cidade, além de saber de seu poder peculiar: conseguir andar sob o sol sem nenhum dano, um fato que nem um outro vampiro consegue.

De volta a Nova York, Clare descobre que eles já estão em Idris e após uma discussão com o Luke ela sai e consegue conjurar uma runa que cria um portal poderoso o suficiente para transportá-la até seu destino – os poderes dela estão ainda mais fortes neste livro –, e o que ela não sabe é que Luke também foi junto com ela, resultado: Luke também pertence ao submundo, pois é um lobisomem, assim como Simon, ele está no território da cidade sem ter anunciado previamente, fazendo com ele também tenha quebrado as leis.

Enquanto todos tentam consertar os problemas em que estão inseridos, novos personagens aparecem, entre eles, Sebastian Verlac, um primo afastado dos Penhallows – uma família de Nephilins amiga dos Lightwoods –, um garoto misterioso e igualmente bonito que intriga Clare logo que eles se conhecem – e provavelmente irá te intrigar também.

Em meio à busca do feiticeiro que irá quebrar o feitiço de Jocelin Fairchild, Valentim aparece em Idris e coloca os Nephilins contra a parede após uma proposta que irá apenas beneficiar a si, e não os Caçadores de Sombras. Isso leva o terceiro livro para uma linha de aventuras, descobertas e muitas reviravoltas que irão envolver, não apenas a protagonista Clary, mas também as demais personagens que amadurecem bastante neste livro – sério mesmo, acontece tanta coisa que a tensão será sua grande amiga durante a leitura.

Toda a aventura e fantasia que já conhecemos dos livros anteriores estão de volta em Cidade de Vidro, assim como todos os momentos onde Cassandra Clare usa de sua narração para descrever grandes momentos onde toda a sensualidade de suas personagens são exploradas e, em algumas cenas, me deixando louco com a brincadeira que ela fez comigo (para de brincar comigo, garota!), fazendo do livro, uma ótima opção de entretenimento, onde eu pude passar várias horas lendo sem me dar conta da passagem do tempo. Obviamente, pretendo dá continuidade à saga assim que tiver tempo suficiente para me dedicar ao quarto livro, visto que eles são um tanto grandes e eu prefiro lê-los de uma vez, e não a prestação, então até a próxima resenha de Os Instrumentos Mortais.


30 de março de 2018

Resenha: Turtles all the way down, de John Green

© Elton Cardoso

Com o boom que foi o lançamento do livro “A culpa é das estrelas” (resenha aqui), do americano John Green e a adaptação de seus livros para as telas de cinema, praticamente todo mundo já deve ter ouvido falar desse incrível autor.

Mas a fama mundial de John Green o fez entrar em uma espécie de bloqueio criativo que durou anos, fazendo com que ele chegasse a anunciar que talvez não escrevesse mais livros depois de ACEDE, o que me atingiu como um verdadeiro baque, pois Green é um dos meus autores favoritos EVER.

Porém, no início de 2017, ele anunciou que finalmente curou o bloqueio criativo e que iria lançar ainda neste mesmo ano, seu novo livro e, eis que, depois de cinco anos, ele lançou “Turtles all the way down”, lançado simultaneamente aqui no Brasil com o título de “Tartarugas até lá embaixo”.

Rapidamente, comprei o livro em pré-venda – como é um dos meus objetivos ler, sempre que possível, em inglês para manter a fluência na língua, optei pela versão original em e-book –, e comecei a ler nos intervalos de um conturbado final de período da faculdade. Logo no primeiro capítulo foi possível reconhecer a gostosa escrita do John Green.

TATWD tem como protagonista a Aza Holmes, uma atípica adolescente (como todos os protagonistas do John Green) que ainda está no Ensino Médio e, junto com sua melhor amiga, Daisy (famosa na interwebs por escrever fanfics de Star Wars), decidem investigar o caso de um sumiço de um empresário bastante rico de sua cidade em troca de uma recompensa em dinheiro.

Como de praxe, o autor, em seus livros, sempre procura trazer luz à problemas que existem, mas que não são amplamente discutidos, assim como ter nerds como seus protagonistas e, através deles, desenvolver sua crítica.

Em livros anteriores, já foi abordado questões sobre câncer, bullying, sexualidade, além dos mais variados problemas que pessoas consideradas nerds enfrentam por terem uma personalidade que não se encaixa nos padrões de nossa sociedade. Isso é o que eu mais adoro nos livros do Jão Verde: ele mostra que os underdogs são tão legais quanto os populares, por exemplo.

Em “Turtles all the way down”, através da Aza, será abordado questões acerca da saúde mental e Transtornos Obsessivos Compulsivos (TOC), que são enfrentados pela protagonista que tem medo compulsivo de contrair uma infecção muito rara que poderá matá-la.

Graças ao TOC, a Aza acabou desenvolvendo outras doenças, como a crise de pânico e crise de ansiedade, e essas doenças mentais são brilhantemente retratadas durante todo o livro, assim como as metáforas que o autor utiliza para representar como uma pessoa que está em uma crise de ansiedade se sente (me senti bastante representado nesse momento, e Green soube representar muito bem essas crises de uma forma muito legal).

Admiro muito autores que sabem e utilizam a metáfora – minha figura de linguagem preferida –, pois, na minha opinião, é possível dizer, através da metáfora, de uma forma bem simples, algo supercomplexo e se encaixar na visão de mundo de qualquer pessoa, sem diminuir toda a complexidade e importância deste assunto.

John Green optou por trabalhar a saúde mental em seu livro pois, ele tem TOC e sofre de ansiedade, assim como sua personagem e, ao ler vários livros sobre o assunto, ele nunca encontrou um que de fato descrevesse como ele se sentia, então, seguindo a máxima “se tá achando ruim, faça você mesmo”, ele foi lá e fez, e fez de uma forma incrível. Já deu para perceber o quanto eu adorei esse livro?

Enfim, paralelo a isso, Aza e Daisy decidem investigar o caso do desaparecimento que, por coincidência, é o pai de um antigo amigo de infância da Aza, o Davis, por quem tinha um crush antigamente. Com a ajuda de alguns amigos, a história vai sendo narrada de uma forma bem fluída.

O autor tem a habilidade de criar personagem que são bastante cativantes, a Daisy tem uma personalidade única, é bastante engraçada e desbocada, e sua história é bastante interessante. Já o Davis consegue ser um garoto fofo, inteligente, mas também frágil, gostei da forma como Green demonstra essa fragilidade em uma personagem masculina, mesmo que adolescente – que não é tão comum assim – de forma totalmente humana que nos faz lembrar que os homens não estão imunes a sentimentos que são inerentes à raça humana, por mais que a sociedade, até hoje, diga-nos o contrário.

Desta forma, John Green nos faz praticar a empatia. Não tem como não sentir a dor de suas personagens, não se identificar com eles e torcer por eles.

Turtles all the way down é um livro um pouco denso por abordar problemas sérios como a saúde mental de uma forma bem direta, mas que é intercalado com ótimas cenas de humor, além de ser possível aprender, através dos conhecimentos e gostos peculiares de suas personagens, sobre temas extremamente aleatórios – mais uma característica marcante do autor que está presente em seus livros.

Assim, recomendo este livro para todos aqueles que tem interesse em conhecer mais e ter uma noção, mesmo que superficial, sobre como é que uma pessoa que tem TOC, crise de pânico e ansiedade se sente, uma vez que esse tema é bastante ignorado e banalizado em nossa sociedade.




Resenha: Ignore Everybody, de Hugh MacLeod

© Elton Cardoso

Ignore Everybody: and 39 Other Keys to Creativity, escrito pelo ilustrador americano Hugh MacLeod, tem exatamente a proposta que o título apresenta: ignorar geral e mais 39 dicas para manter a menina criatividade acordada.

Então, a premissa do livro é exatamente essa, bastante simples, ao longo de todo o livro, MacLeod inicia os capítulos com a dica em questão e, em seguida, nos explica o que ele quer dizer com aquilo, além de sempre nos apresentar experiencias pessoais vivenciadas, na maioria das vezes, por ele, ou por pessoas próximas a ele.

Algumas dessas dicas, nos motivam a sempre manter a nossa criatividade em dia, principalmente em dias que essa linda decide ativar o modo porra loka e sai sem rumo e sem data para voltar. Mas essas dicas fazem com que ela volte, assim, de imediato? Nope!

A minha criatividade quando vai embora, só volta quando bem entende porque ela é independente, linda, e segura de si e sabe muito bem disso, porém, essas dicas me ajudam a ir salvando, criando e lapidando com muita calma e paciência algumas ideias que geralmente eu uso na produção de minhas fotografias (aliás, me segue lá no instagram!), desta forma, quando a Criatividade decide que é hora de voltar para casa, ela é recebida com várias ideias legais ou não daí, é só pôr em prática. A parte boa é que ela sempre volta de bom humor e disposta a trabalhar! 

Além de todas essas dicas e experiências que o autor compartilha com a gente, no final de cada capítulo (todos bem curtinhos) sempre tem duas ilustrações o autor que foram feitas em versos de cartões de visita. Aliás, ele ficou conhecido justamente por isso: entregar uma ilustração que ele cria na hora no verso de seus cartões de visita. Uma ideia BEM legal, né?

Logo, se você está procurando conhecer mais sobre as experiências de artistas e um pouco de sua jornada, além de algumas dicas de como manter a fofa da Criatividade, Ignore Everybody: and 39 Other Keys to Creativity é um livro que eu super recomendo para você.


29 de março de 2018

Resenha: Kindred Spirits, de Rainbow Rowell

© Elton Cardoso

"Kindred Spirits" é um conto escrito pela autora norte americana Rainbow Rowell, que escreve livros para o público Jovem-adulto, e que já ganhou uma edição brasileira pela editora Nova Conceito, sob o título de “Universos Afins” (com uma capa muito linda, diga-se de passagem).

Eu conheci a autora ao ler o livro "Fangirl" (que tem resenha aqui), e simplesmente fiquei encantado com a forma como ela constrói um romance e consegue mantê-lo na linda do “isso realmente poderia acontecer” ou “se algum amigo me contasse essa história e falasse que de fato tinha acontecido com ele, eu acreditaria”, assim, nesse feriado de carnaval eu queria ler algo rápido, mas que me entretece e foi uma leitura bem fluida e gostosa, por coincidência, o Vitor Martins, indicou esse livro em um de seus vídeos, e eu já fui procurar lá na Amazon para ler.

Este conto se passa em um período de 4 dias antes da estreia mundial do filme Star Wars: The Force Awakens, e tem como protagonista a Elena, uma adolescente nerd viciada na saga do George Lucas que decide esperar na fila afim de vivenciar toda a experiência que os fãs tiveram quando foi lançada a segunda trilogia e ela era nova demais para passar dias sozinha em um fila.

Assim, a contragosto de sua mãe, ela vai, mas ao chegar tem um leve desapontamento, pois esperava várias pessoas estarem na fila, mas encontra apenas dois caras, o Troy, um fã muito avido de SW e o primeiro da fila; e o Gabe, o nerd genuíno, segundo da fila e muito introspectivo.

Com o passar do tempo, eles vão conhecendo mais um pouco de si na medida do possível. E o Gabe, que passou alguns dias falando bem pouco com os outros dois, após um acontecimento no meio da noite ele se aproxima mais de Elena e eles acabam descobrindo que tem muito mais em comum do que imaginavam ter e assim, a Rowell consegue construir um início de romance bastante convincente em pouquíssimas páginas e quando eu comecei a torcer insanamente pelos dois, o livro acabou. O que realmente foi uma pena por que eu queria saber muito mais sobre eles, sobre o que acontece depois, mas creio que essa é justamente um dos objetivos do livro, como disse, o livro termina com um ar de “poderia ter mais, deveria ter mais”, mas termina, como posso dizer? De uma maneira bem fofa, de uma maneira bem Rainbow Rowell.

Da mesma forma que aconteceu com Fangirl, me apeguei/identifiquei com as personagens, então se vocês estão procurando por um livro curtinho, para ler durante o carnaval, e que possa te entreter e te fazer se afeiçoar com as personagens, provavelmente, Kindred Spirits pode ser uma boa opção.


22 de março de 2018

Resenha: Call Me By Your Name, de André Aciman

© Elton Cardoso
“Call Me By Your Name”, do escritor americano André Aciman, é uma das obras mais bombadas desses últimos meses graças ao grande retorno que a versão cinematográfica está tendo e, agora, mais do que nunca com as quatro indicações ao Oscar, incluindo a de Melhor Filme.

A história se passa majoritariamente durante os anos 1980 na Itália e é narrada em primeira pessoa pelo protagonista Elio. Logo no começo do livro, o Elio, que tem apenas 17 anos, nos conta que seu pai é um grande professor universitário que tem uma bela casa de veraneio em algum lugar da Itália, e que, todos os anos, durante as férias de verão, ele seleciona um aluno doutorando para se hospedar em sua casa e poder dar andamento à obra em que esteja trabalhando e, em troca, o escolhido terá que trabalhar com o anfitrião por pelo menos uma hora por dia ajudando-o com seus papéis e questões burocráticas.

O escolhido atual é o americano Oliver, que tem 24 anos, e é descrito pelo Elio como sendo um cara bastante bonito, atraente e seguro de si. Assim que eles se veem pela primeira vez, um sentimento diferente surge no Elio o que, com o passar de alguns dias ele descobre que realmente está afim do Oliver.

Uma vez que Elio está seguro acerca do que sente em relação ao seu novo hospede, porém, inseguro se será correspondido, ele, discretamente começa a dar alguns sinais de seus sentimentos para Oliver, este, pretende fingir que não está reconhecendo os sinais. Eis que, em um determinado dia, Elio, já cansado dessa incerteza, decide expor o que sente, e é surpreendido ao descobrir que Oliver também compartilha do mesmo sentimento para com ele.

Consoante a isso, é iniciada uma grande aventura romântica entre eles, e Elio, pode, enfim, realizar todos os seus desejos sexuais junto com o seu grande amado Oliver. Daí, vamos acompanhando todo o desenrolar dessa relação, como a primeira vez deles, a intensidade, sensualidade, desejo e sexo que são exalados quando ambos estão juntos e, principalmente, os sentimentos.

Muita gente criticou o fato de um homem de 24 anos está se relacionando sexualmente com um adolescente de 17 anos, o que, aqui no Brasil, em alguns casos, se enquadraria como pedofilia, porém, vale a pena ressaltar que a história é ambientada na Itália nos anos 1980, lá, a idade de consentimento é de 14 anos e, o Elio consentiu — e queria muito — o ato sexual entre eles.

Na minha opinião, a melhor parte do livro é a forma como o autor narra, através da visão do jovem Elio, os sentimentos que ele sente em relação ao estar apaixonado por outra pessoa, assim como todo os sentimentos de confusão, aflição, angústia e paixão que ele sente. Toda essa parte é carregada de uma grande carga de sensibilidade, é bastante tocante e real a forma como isso é retratado no livro, sério, é muito lindo.

Já a parte que eu não gostei foi em relação à narrativa. Como já mencionei, o livro é narrado em primeira pessoa sob a visão do Elio, ou seja, tudo o que sabemos é o que o Elio sabe, só sabemos o que ele sente em sua totalidade, o que os outros estão sentindo ou passando só é de nosso conhecimento se o Elio souber. Com isso, o ritmo do livro também é o do Elio, de acordo com o tempo que ele levou e estimou para assimilar e fazer algumas coisas, isso, na minha opinião, fez a leitura do livro ficar bastante enfadonha, lenta, se arrastando, em algumas partes eu fiquei lendo no automático — e cabeça pensando em qual seria a próxima série que eu ia ver na Netflix — e eu tive que voltar e ler novamente para poder entender o que estava acontecendo.

Outra coisa que eu não gostei parcialmente foi a “utopia” que a história apresenta em alguns pontos, como o fato deles poderem viver o amor deles como se fosse um filme das Princesas da Disney, sem absolutamente nada para impedi-los ou contrariá-los (até as Princesas tem alguém para encher o saco delas). Entretanto, confesso que, diante da realidade que o Elio vivia — totalmente distinta da minha —, isso era muito possível de se acontecer. Afinal, a família do Elio tem um certo status social, financeiro e intelectual. A casa dele vivia cheia de intelectuais acadêmicos das mais variadas áreas, além de os pais o terem criado com bastante liberdade, fazendo deles uma família bastante à frente de seu tempo, mas isso não os deixava isentos de não intervir. Há uma parte bastante interessante que é o monólogo que o pai do Elio diz para ele, muito emocionante.

Ou, talvez o vilão não precise ser necessariamente uma pessoa, mas algo que ninguém tem controle sobre, como o Tempo. Fiquei pensando muito sobre isso no meu momento reflexão pós término de livro


Call Me By Your Name é um livro bastante sensível, com seus altos e baixos como toda história tem e retrata um período lindo e único na vida de uma pessoa, o primeiro amor. Então se você procura uma história de amor que se passa na Itália (André Aciman conseguiu deixar a Itália ainda mais linda e interessante com este livro), então, você terá grandes chances de gostar desse livro.


29 de janeiro de 2018

Resenha: Diário de um Banana, de Jeff Kinney.

© Elton Cardoso

Há anos que eu tinha vontade de ler algum livro da série Diário de um Banana, do cartunista americano Jeff Kinney, porém, só tive oportunidade agora graças ao Kindle Unlimited (sério, muito amorzinho pelo Kindle ❣).

Sempre achei interessante este tipo livro, principalmente a forma como é narrada a história, através das tais Graphic Novels – um nome gourmet dado aos romances que são narrados através de quadrinhos –, pois, além de chamar a atenção da criança (uma vez que esse é o público alvo) por ter imagens, também acaba incentivando elas a lerem, o que é incrivelmente bom.

Já conhecia a história do livro, pois tinha assistido há algum tempo ao filme que recebe o mesmo nome, e isso fez com que eu não aproveitasse muito bem a história.

Como sempre faço quando leio algum livro que não pertence à minha faixa etária, eu coloco a minha capa da idade correspondente e lá vou eu ler o livro em questão, nesse caso, eu vesti a capa do Elton com 10 anos de idade, e este mini Elton não achou o livro legal e, definitivamente, não foi pelo fato de já saber da história, mas sim pela maneira como o autor construiu o personagem principal, o Greg Hefley.

O Greg de fato é uma criança comum como qualquer outra da idade dele. Ele entra em várias enrascadas na tentativa de se destacar e conseguir novos amigos, mas quase sempre acaba se ferrando por isso, mas, na minha opinião, não da maneira “correta”. Por exemplo, teve várias situações em que o personagem entrou em enrascadas e no final, houve uma consequência, até aí, ok!

Entretanto, teve algumas situações que o Greg fazia algumas coisas, tipo ser sacana com o seu único amigo, e ele ganhou uma “recompensa” da mãe depois, embora, mais tarde, tenha tido outra consequência, mas que mesmo assim, não foi de conhecimento de seus pais, isso me fez ter a impressão de que o mini Elton de 10 anos poderia pensar algo como “hum, legal, vou ser escroto com meu ÚNICO amigo, porque eu vou ganhar uma recompensa, mesmo que depois eu perca um posto que eu não gostava tanto assim, então tá tudo bem”. Não, não está tudo bem! Posso está exagerando? Talvez, mas eu fiquei com essa sensação e isso me fez olhar o livro com outros olhos.
Desta forma, eu particularmente, prefiro a versão cinematográfica, pois a achei muito mais divertida e engraçada que a versão original literária da história.



18 de janeiro de 2018

Livros lidos em 2017!

@eltonkardoso
Hey! Queria ter postado isso no último dia do ano, mas a Sra. Preguiça não me deixou, então enquanto janeiro ainda não acabou e, segundo eu mesmo, ainda é época de fazer aquelas listas de retrospectivas básicas referentes ao ano que se passou, aqui está a lista dos livros que eu li no ano de 2017, como sempre, os livros que eu li (obrigado) pela faculdade não estarão nesta lista, apenas os que li por vontade própria. 

Alguns dos livros listados abaixo já estão com resenhas disponíveis aqui blog (que estarão identificadas com o link para quem quiser (re)ler), algumas, ainda não foram publicadas, mas estarão em breve, outras, não terão resenha mesmo sorry.

Este ano foi uma vergonha se comparado ao número de livros que li ano passado (lista de 2016 aqui), mas este foi o ano meio punk e, de qualquer forma, consegui passar a minha meta anual, que é ler no mínimo 12 livros. Vamos à lista!

    1. It's Not How Good You Are, Its How Good You Want to Be, de Paul Arden.
    2. Cidade de Vidro, de Cassandra Clare
    3. O Bicho-da-Seda, de Robert Galbraith
    4. Harry Potter and the Chamber of Secrets (Illustrated edition), de J.K. Rowling 
    5. Kindred Spirits, de Rainbow Rowell 
    6. O Azarão, de Markus Zusak
    7. Thirteen Reasons Why, de Jay Asher
    8. Adulthood is a Myth, de Sarah Andersen
    9. Diário de Um Banana, de Jeff Kinney 
    10. Ignore Everybody, de Hugh MacLeod
    11. Limite Branco, de Caio Fernando Abreu
    12. Cidade dos Anjos Caídos, de Cassandra Clare 
    13. Outros jeitos de usar a boca, de Rupi Kaur
    14. Turtles All The Way Down, de John Green
    15. Fantastic Beasts And Where To Find Them (The Original Screenplay), de J.K. Rowling
    A maior parte desses livros já tem resenhas prontas escritas, falta apenas as fotos (que tentarei fazer ainda este mês, e postar todas as resenhas, do ano passado, até o final de janeiro para que assim, eu possa ficar sem débitos aqui no blog!



    3 de dezembro de 2017

    Resenha: Outros jeitos de se usar a boca, de Rupi Kaur

    @eltonkardoso

    Rupi Kaur é uma daquelas autoras que surgiram na internet e ganhou o mundo ao publicar seus textos online. A princípio, Kaur, nascida na Índia, mas que se mudou para o Canadá aos quatro anos junto com sua família, em que, desde pequena, sempre foi estimulada pela sua mãe a desenhar e pintar. Mais tarde, com o uso do Instagram (@rupikaur_) para divulgar os inúmeros tipos de arte, ela decidiu postar seus textos que ganhou muita repercussão, e depois, publicou na Amazon, de forma independente, seu primeiro livro “Outros jeitos de se usar a boca” (Milk and Honey em inglês), que se tornou um dos mais vendidos do site chamando atenção de editoras, fazendo com o que o livro fosse publicado fisicamente e tendo seus direitos de publicação vendidos para vários países, inclusive o Brasil.

    Como é de se esperar, conheci o livro no Instagram, ele virou hype e vários perfis literários que eu acompanho passaram a postar fotos da capa e de trechos do livro, até que um dia aleatório, de forma totalmente despretensiosa, peguei meu Kindle e baixei o livro ao seu impactado pelo primeiro poema de OJDSUAB.

    O livro tem como público-alvo as mulheres, mas isso está longe de significar que outras pessoas de outros gêneros não possam lê-lo, afinal, arte não tem gênero. Assim, a autora divide o livro em quatro partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura. E é simplesmente impressionante, belo, intimista, sensível e devastador a forma em que ela usa seus poemas, ilustrações e prosas para exemplificar cada uma dessas partes, que regem qualquer tipo de relacionamento, principalmente, os amorosos.

    É possível sentir a dor da autora ou de seu eu lírico; é lindo e amedrontador como ela descreve o amor; e toda a aflição, insegurança, receios, desesperanças e medos que passamos quando terminamos um relacionamento e estamos nos curando.

    Os poemas são como um verdadeiro baque, um tapa na cara de quem está lendo. Por ter um público alvo feminino, haverá poemas relacionados ao universo das mulheres, mas como eu falei acima, nada que impeça a compreensão, interpretação e a prática da empatia de qualquer pessoa que não seja do sexo feminino ao ler o livro de Rupi Kaur.


    Fiquei muito surpreso com os textos de Kaur que li o livro todo de uma vez em questão de minutos, e cada vez que ia lendo, mais o efeito mindblowing ia se intensificando. Uma leitura linda, rápida e que pode gerar várias reflexões acerca de temas que ainda hoje são naturais à biologia feminina, porém, vistas como um tabu, e tabus, como o abuso sexual, doméstico e psicológico que algumas mulheres vivem que não devem ser vistos como tabus e devem, cada vez mais, serem discutidos em todos os ambientes sociais, principalmente à mesa de um almoço familiar. 



    14 de outubro de 2017

    Resenha: Limite Branco, de Caio Fernando Abreu

    © Elton Cardoso

    Meu interesse em ler Caio Fernando Abreu surgiu após alguns dias passeando pelo universo do Tumblr e ler com bastante frequência algumas citações dele. Após isso, fui pesquisar na internet quais eram os livros mais populares e o escolhido foi “Limite Branco”.

    Abreu nasceu em Santiago no Rio Grande do Sul e veio a falecer em Porto Alegre aos 48 anos de idade, foi um grande dramaturgo, jornalista e, obviamente, um ótimo escritor brasileiro.

    Limite Branco foi o seu primeiro romance, em que o autor escreveu quando tinha aproximadamente 19 anos, e desde o início do livro, já é possível ver como iria se dar a leitura daí em diante.

    Neste romance, conhecemos Mauricio, um adolescente de 19 anos que há anos tem o hábito de escrever alguns fatos de sua vida em um diário, além de recorrer ao passado, mais precisamente em sua infância, para nos contar sua história.

    O livro tem uma característica bem intimista, e é desta forma que a personagem principal recorre ao seu passado, com o intuito de relembrar o que foi vivido, e não com a intenção de nos contar sua biografia. Desta forma, podemos perceber todas as dúvidas, angústias, medos, raiva e anseios pelos quais Mauricio enfrentou, isso fazia com que a narrativa tivesse toda uma carga pessoal o que me fez lembrar muito de monólogo interno. E era basicamente isso que CFA nos apresenta em seu livro.

    Como mencionado, por se assemelhar bastante de um monólogo, tive a impressão de ver toda a intimidade de uma pessoa (o Mauricio) ali expostas, todos os sentimentos angustiantes, duvidosos, conflitantes que boa parte de nós tivemos durante a puberdade e adolescência.

    Aqui, o autor, escancara toda a sua habilidade de narrar seus sentimentos da forma mais interessante e pessoal possível. Através dos pensamentos de Mauricio, pude ver que não fui tão diferente dele em determinados pontos e reflexões.

    Reflexões, realmente é algo que me aconteceu muito durante toda a leitura – em que fez questão de ler com bastante calma para que pudesse absorver sem pressa tudo aqui que Caio Fernando Abreu queria nos transmitir.

    A narrativa do livro é intercalada com as narrações do personagem principal acerca de sua vida desde a infância, em que ele passava as férias na fazenda da família e tinha que lidar com alguns parentes que ele não sabia no momento se gostava ou não e com isso, toda a percepção que ele tinha na época sobre como ele via determinados parentes e situações que ali vivenciou.

    Saindo da infância e entrando na fase da puberdade e adolescência, Mauricio tem seus primeiros contatos com a sexualidade, seja de maneira indireta e/ou direta, e isso, assim como outras situações o faz se trancar em seu mundo pessoal e pensar muito sobre muitas coisas como o sexo em si, a despertar de sua sexualidade e como ele encara e lida com isso ao longo dessa fase de sua vida.

    Com o avançar das páginas, chegamos ao tempo ‘presente’, em que o personagem-narrador está situado, ele já tem 19 anos, praticamente um adulto, e desta forma, nós vamos vendo como seus ideias e objetivos vão mudando sobre determinados assuntos em relação às suas ideias de anos atrás.
    Entretanto, o que realmente me deixou instigado em sempre ler mais do primeiro livro de CFA, foi o fato de o autor ter intercalado entre os capítulos os escritos de Mauricio em seu diário. Ou seja, ora era um capitulo narrando passagens da vida da personagem, ora era uma parte do diário, sempre seguindo a ordem cronológica.

    Estas partes do diário me chamaram bastante atenção pois era nesses capítulos em que era possível vermos o que Mauricio realmente era, sentia e pensava de verdade, sem pudores ou censura. Me identifiquei com os escritos dele pois, assim como o personagem, eu também mantenho um blog em que faço dele um diário, isso me fez ter altas viagens reflexivas acerca de tudo o que o personagem estava sentindo.

    O livro termina de uma forma bastante inesperada, pelo menos para mim não foi nenhum pouco previsível, e o que ali aconteceu – que não irei revelar por motivos de spoilers – também traz uma certa melancolia além da tal reflexão acerca do que pode acontecer em nossas vidas.


    Caio Fernando de Abreu além de nos apresentar com uma ótima história, também tem a incrível habilidade de nos presentear com várias citações magnificas, assim como falei ali no começou que foram justamente as quotes que me levaram a lê-lo isso se comprovou ao longo da leitura deste livro. Portanto, eu super recomendo a leitura de Limite Branco, se você curte ou quer ler livros com essa pegada mais intimista, meio monólogo interior junto com algumas reflexões, além de poder ler um dos maiores autores que nosso país já teve.


    31 de dezembro de 2016

    Resenha: Para Todos os Garotos que Já Amei, de Jenny Han

    Então, esse é um daqueles livros que o motivo principal que me fez lê-lo foi simplesmente a capa, nada mais. Assim, com essa capa prá lá de linda eu iniciei a leitura da mais nova trilogia de Jenny Han.

    Aqui, conhecemos a Lara Jean, uma adolescente de 16 anos que tem mania de escrever cartas de termino de relacionamento quando ela decide que não quer mais estar apaixonada por um determinado garoto – mesmo ela nunca ter namorado nenhum dos garotos para quem escreve suas cartas –, nessas cartas ela não reprime seus sentimentos e expõe tudo, desde o motivo pelo qual ficou afim deles, até as coisas que eles fazem que mais irritam ela e as que ela mais gosta neles. Tudo isso nos é apresentado logo na introdução do livro.

    Após ficarmos sabendo da rotina da família Covey – composta pela Lara Jean; sua irmã mais velha que está de mudança para a Escócia para cursar faculdade, Margot; a caçula, Katherine (Kitty, para os mais íntimos) e o pai delas, que é médico. Com a morte da mãe das meninas quando Lara Jean ainda era criança, a responsabilidade de ser “a madura” acabou ficando com a Margot. Ela toma conta de tudo, põe ordem na casa, mantem a rotina funcionando, faz o possível para não sobrecarregar o pai que trabalha muito, porém ela está de mudança, e o bastão de “irmã mais velha” irá passar para a irmã do meio, Lara Jean, que está com muito medo dessa grande mudança/responsabilidade.

    Confesso que a Lara Jean me irritou muito durante boa parte do livro. No começo ela demonstra um comportamento muito irritante/mimado/infantil que me deu nos nervos. Tive que reunir coragem para continuar com a leitura.

    Nossa personagem principal ver sua vida virar do avesso – bem clichê essa frase, neam! –, quando procura uma caixa de chapéu, que ganhou de presente de sua mãe, onde ela guarda os maiores segredos dela: suas cartas de despedida de amor. Porém, ela não encontra as cartas lá e é ativado o modo “já pode surtar porque o bicho vai pegar”. Ela procura essas cartas por toda a casa, mas não as encontra e decide ir dormir angustiada. No dia seguinte, primeiro dia de aula do ano letivo, ela estava na aula de educação física e de repente, um antigo amigo de infância dela se aproxima e questiona o recebimento de uma determinada carta escrita por ela. Isso mesmo, o pior pesadelo de Lara Jean aconteceu. Suas cartas foram enviadas. Um dos destinatários a recebeu e está ali na frente dela querendo explicações.

    Ela conta o verdadeiro motivo das cartas, explica que foram enviadas para outros garotos, principalmente o garoto que ela realmente gosta, e para tentar amenizar a vergonha que ela vai passar, o Peter, o primeiro garoto que recebeu a carta, oferece uma proposta irrecusável que será benéfica para ambos: fingir que estão namorando. Com isso, eles poderiam causar ciúmes nas respectivas pessoas que eles estavam apaixonados.

    Um triangulo amoroso muito perigoso acaba se formando, pois com o falso namoro, antigos sentimentos sobre o Peter vão ressurgindo aos poucos enquanto enfrenta o dilema por ter consciência que jamais poderá ficar com o garoto que ela está apaixonada – e o motivo não será revelado por questões de spoilers.

    Como mencionei anteriormente, a protagonista deste livro me irritou muito com suas atitudes infantis – sim, eu sei que ela tem apenas 16 anos, mas mesmo assim, me irritou –, porém é bastante visível o amadurecimento dela ao longo da história, ao ponto que me fez gostar e torcer por ela.

    Com capítulos bem curtos, a leitura flui com uma leveza e agilidade surpreendente, e eu, para variar, me senti cada vez mais tentado naquela história de “só mais um capítulo” já que eram tão pequenos.

    Os últimos capítulos trazem uma grande reviravolta à história e a autora termina o livro de maneira que me agir tipo “COMO SE ATREVE TERMINAR O LIVRO DESSA FORMA, MUIÉ? CÊ TÁ LOKA?”. O que me fez ficar tentado em comprar logo o próximo livro da trilogia e já começar a ler, mas não o fiz, tive que me controlar e priorizar outras leituras que estavam pendentes, mas pretendo ler “PS: Ainda amo você” em breve e, é claro, assim que o fizer, terá resenha aqui no blog.

    Enfim, apesar dos pormenores, fica a recomendação de Para todos os garotos que já amei, se você curte ou quer conhecer histórias românticas adolescente bem no clima daqueles filmes de Sessão da Tarde, sabe?


    29 de dezembro de 2016

    Resenha: Doctor Who: Mortalha da Lamentação, de Tommy Donbavand

    © Elton Cardoso
    Este é o segundo livro que leio de Doctor Who (já li Shada e tem resenha aqui), e esta nova aventura foi escrita por Tommy Donbavand, um conhecido autor inglês com grandes experiências em histórias de sci-fi. O autor escolheu o 11º Doutor – talvez meu Doctor favorito, ainda não consegui me decidir entre ele e o 10th – para ser o protagonista desta história, junto com sua atual ajudante, Clara.

    A história já começa com o maior clima que qualquer episódio da série de TV tem, e isso já é um dos pontos maravilhoso deste livro. Com o 11th Doctor saindo de uma missão com a Clara, esses decidem viajar no tempo novamente afim de encontrar uma nova aventura, acabam parando na cidade, onde, um dia depois, o presidente americano, John F. Kennedy, foi assassinado.

    A cidade, por razões mais que óbvias, está em luto absoluto, até que algumas pessoas começam a ver em manchas aleatórias, o rosto de ente queridos que já faleceram, porém, esses rostos não assumem uma personalidade própria da pessoa enquanto estava viva, e sim, uma personalidade que acaba culpando a pessoa por ser responsável por sua morte. Ou seja, pessoas começam a ver, em manchas de café, por exemplo, um familiar que morreu, ressurgir para dizer que você foi o culpado pela morte dela. Sinistro, né? Afinal, é Doctor Who.

    Após perceber tal anomalia, o Doctor já deduz que tem “dedo” alienígena e começa na jornada para enfrentar mais este ser que põe a vida dos terráqueos em perigo.

    O autor conseguiu manter a personalidade incrível do 11th Doctor: seus comentários inusitados, piadas e hábitos estão todos lá. Além de manter, como já disse, todo aquele clima costumeiro que os Whovians se deparam ao verem os episódios da série, só que dessa vez, o episódio tem uma duração maior, já que é em formato de romance.


    Apesar de ser um livro pequeno, que pode ser facilmente em um dia, eu optei por prologar sua leitura em alguns dias, até porque, este livro era uma leitura secundária, que lia nos intervalos de uma leitura principal. Ótimo livro para quem procura o entretenimento leve para espairecer.



    Resenha: Fangirl, de Rainbow Rowell

    © Elton Cardoso
    Fofo! É assim mesmo que eu inicio esta resenha. Após muuuuito tempo sem ler romances românticos, do nada me bateu uma vontade de ler algo do gênero, e desde o hype de Fangirl já adicionei ele à minha lista de leituras, e agora, com o Kindle, foi possível.

    Como não tenho o hábito de mostrar spoilers nas minhas resenhas, farei um esforço maior aqui, pois, em Fangirl, acontecem várias histórias paralelas que estão ligadas de certo modo, e isso poderia estragar a experiência de leitura.

    O livro começa com uma introdução de uma página da Wikipédia sobre a saga do Simon Snow – uma clara alusão aos livros do Harry Potter, visto que o Simon também é um bruxo, tem uma melhor amiga que é um gênio, um arqui-inimigo na escola e outro que anda perambulando e causando o terror pelo mundo bruxo e que ele terá que enfrentá-lo e destruí-lo mais tarde. Ah, eles também estudam em uma escola de bruxaria super Hogwarts vibes – que só por isso dá para prever que isto terá uma certa importância durante a história. De fato tem!

    Após isso, aí sim, começa a história com a Cather – Cath, como ela prefere –, chegando no seu dormitório da faculdade no primeiro dia de aula, esta, já está super nervosa e desconfortável, pois sua irmã gêmea, Wren, se recusou a dividir o quarto da faculdade com ela após terem dividido, durante dezoito anos, o mesmo quarto em sua cidade natal, Omaha, pois a Wren declarou que queria independência, e a universidade seria uma ótima oportunidade para que cada uma das irmãs pudessem viver suas respectivas vidas.

    Porém, a Cath não encontra sua colega de quarto, a Reagan, mas sim um garoto todo sorrisos, Levi, o que a deixa mais nervosa. Mais tarde ela descobriu que ele seria o namorado de sua roomate. Enquanto o Levi é um cara super simpático e vivia com um sorriso estampado na cara, a Reagan era o oposto: rude, levemente mal humorada, segura de si, direta, e com uns 5 namorados aos seus calcanhares. Isso intimidou ainda mais a Cath, pois ela é uma clássica nerd viciada nos livros do Simon Snow – tão viciada que ela escreve fanfictions sobre a saga, é super famosa na internet com o pseudônimo de Magicath, e tem milhares de fãs que adora a história alternativa que ela escreve sobre os personagens de Simon Snow (parte dessa fama se deu, pois em suas histórias, o Simon, que seria o Harry, é apaixonado e tem um romance com o Baz, que seria o Draco #DRARRY) –, além de ser bastante introspectiva, anti social, reservada e timida, decidiu cursar Inglês devido sua paixão pela literatura e por escrever. Além do que, ela enfrenta a saudade de casa, não está se adaptando à nova vida na faculdade, não consegue/quer fazer novos amigos entre outras situações – gente, super me identifiquei com a Cath, o primeiro ano dela na faculdade descreveu praticamente tudo o que eu passei no meu primeiro ano haha!.

    Dentre os outros problemas que a Cath terá que enfrentar, irei citar apenas alguns por cima, sem me aprofundar: ela acaba se apaixonando pelo namorado de sua colega de quarto, tem uma relação conturbada com a mãe, briga com a irmã, se preocupa (com razão) com o pai, além de ter de lidar com tudo isso que está acontecendo em sua vida e não esquecer de continuar escrevendo suas fanfictions sobre o Simon Snow. Lembrando que eu citei beeeem por cima algumas das situações que acontecem durante o livro, que obviamente é bem mais desenvolvido pela autora.

    Entretanto, o livro não é só maravilhas. Ele apresentou algumas coisas que eu, particularmente, não gostei, como o fato de, no final de TODO CAPÍTULO, ter um trecho dos livros do SS ou de uma das fanfics da Cath, sério, não entendi o motivo disso. Sem falar que ela ler uma de suas fanfiction para um determinado personagem, mesmo que isso tenha uma certa importância às cenas em que isso acontece, os trechos, dessa vez dentro do capítulo, eram muuuuuuuito longos, cansativos e chato – na boa, querida Rowell, eu estava pouco me lixando para as histórias do Snow, pois a história da Cath é beeem mais interessante –, isso fez com eu lesse essa fanfiction de uma maneira extremamente mecânica. nunca gostei de fanfics Outro problema que eu achei, e que não sei se o problema está em mim ou na narração da autora, foram os diálogos entre os personagens: teve várias vezes que não sabia quem era a fala de quem e lá ia eu voltar e reler tudo mais uma vez e mais vezes. Ainda sobre as coisinhas chatas presente no livro, está os devaneios da Cath. Gente, a narração seguia lá de boas no presente e do nada mudava para os devaneios da Cath e eu ficava “oi? Como vim parar aqui? O que aconteceu? Ah, não, pera, isso é um devaneio! Hey, voltou para a narração normal o/”.

    Mas enfim, apesar disso, a história do livro é muito boa, tão boa que me fez tentar ignorar esses pequenos problemas e seguir com a leitura. A Rainbow Rowell (gente, ela tem nome de arco-íris <3) conseguiu criar todo aquele clima gostoso de filme comédia romântica que a gente senta para ver por acaso na Sessão da Tarde, se apaixona pela história, pelos personagens, pelo clima, e não sai do sofá enquanto o filme não acabar. Pois é, foi assim que me senti lendo Fangirl e super recomendo a leitura!



    28 de dezembro de 2016

    Resenha: O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wild


    Bom, O Retrato de Dorian Gray foi o livro do período que eu escolhi (como, por algum motivo, eu não consigo ler da mesma forma que leio quando estou em férias, todo período eu escolho um livro onde irei lê-lo com bastante calma, nos intervalos dos trabalhos que a faculdade vai me dando, durante os 4 meses do período, e ORDDG foi o livro escolhido do terceiro período) após altas recomendações de meus amigos.

    A história se passa na era vitoriana de Londres, onde conhecemos o belo Dorian Gray, o rapaz com uma beleza encantadora que por onde passa chama atenção, e que se torna amigo do pintor Basil. Pintor este que ver em Gray sua maior fonte de inspiração e pede sempre para que ele pouse para seus retratos. Em meio a uma dessas pinturas, um amigo de Basil acaba visitando-o e, consequentemente, conhecendo o belo Dorian Gray, que assim como todos, sente-se bastante atraído por sua beleza, e ali se inicia uma amizade entre eles três, amizade essa, que nas entrelinhas, é bastante visível que acaba se tornando em um romance homoafetivo, chegando ao ponto do pintor declarar todos os seus sentimentos pelo jovem Gray.

    Em meio ao relacionamento dos três amigos, Basil Hallward, pede que Dorian pouse novamente para que ele possa ser pintado, e nisso, o quadro é finalizado, e instantaneamente é reconhecido que essa é a maior obra que Hallward fez até então, toda a beleza de Dorian Gray está ali, fielmente retratada na pintura, e após um comentário ácido de seu amigo Lord Henry Wotton, onde ele menciona que infelizmente a beleza de Dorian não irá durar para sempre, irá permanecer apenas durante a juventude. Isso mexe com o jovem Dorian, e ele começa a pensar que as pessoas irão deixar de gostar dele caso envelheça e perca sua beleza, que há muito tornou-se sua marca registrada, e assim ele acaba criando um desejo de permanecer jovem para sempre para que então possa continuar sendo venerado por todos.

    Enquanto isso, Dorian vai levando sua vida sem regras, junto de seu amigo Henry, e conhece a jovem Sybil Vane, onde ele a seduz e a faz ter esperanças de um futuro promissor, porém, algo trágico acontece e impede isso.

    Durante mais uma das crises melancólicas de Dorian Gray, o desejo dele de permanecer com sua beleza jovial aumenta, assim como o desejo de ao invés dele envelhecer, ser o seu retrato quem deve sofrer as consequências do tempo e, misteriosamente, isso acontece. Dorian percebe que seu belo retrato está se modificando conforme ele vai levando sua vida desregrada, e feliz por seu desejo ter sido atendido, ele vai levando sua vida cada vez mais regada aos desejos carnais, e quem vai sofrendo as consequências de tais pecados é o seu retrato, há muito escondido em um quarto na sua mansão.

    Assim acompanhamos Dorian Gray, com toda sua doçura se transformando em algo medonho.
    Como o livro é de Literatura Gótica, é bastante visível todo o ar sombrio durante toda a história e, às vezes, muito sinistro, chegando a dá muito medo do Dorian Gray.


    Enfim, super recomendo O Retrato de Dorian Gray, que apesar de ser uma história fascinante, o autor, Oscar Wilde nos presenteia, durante a leitura, com várias citações lindas.