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2 de abril de 2018

Resenha: Cidades das Almas Perdidas, de Cassandra Clare

© Elton Cardoso
Como de praxe, o quinto livro da série “Os Instrumentos Mortais”, “Cidade das Almas Perdidas”, escrito pela americana Cassandra Clare, tem seu início poucas semanas depois do ocorrido no final de seu antecessor, “Cidade dos Anjos Caídos” (resenha aqui).

Clary está desesperada com o sumiço de Jace e ainda mais com o fato dele não ter deixado nenhum rastro ao sumir. Com isso, a Clave mandou os seus melhores Caçadores em busca dele, porém, sem nem um sucesso. Isso faz com que um nível de estresse e desespero se instale em todos aqueles que são próximos de Jace. Enquanto isso, a Clave também está igualmente preocupada ao saber que Sebastian está vivo e, possivelmente, junto a Jace, e o fato de não saber o que ele está tramando faz com que o clima de tensão se instale logo no começo do livro.

Consoante a isso, descobrimos, alguns capítulos depois, que o Jace está vivinho da Silva (e isso não é spoiller) e vai em busca de Clary e propõem que ela fuja com ele e seu irmão legítimo, Sebastian. Clary hesita, mas na tentativa de se tornar uma espiã e conseguir saber o que estão planejando, decide ir junto.

Assim, é descoberto que Jace e Sebastian estão ligados por um tipo de feitiço demoníaco feito por Lilith, em que Jace é totalmente submisso às vontades de Sebastian, além disso, se alguém machucar um o outro será igualmente machucado, logo, se um morrer, instantaneamente, o outro morrerá também.

Isso faz com que a tensão fique ainda maior. Magnus, faz o que pode para tentar encontrar um feitiço que possa romper com essa ligação demoníaca e, poder matar Sebastian sem ferir Jace. Mas ele não encontra nada que sua magia possa fazer. Assim, ainda mais frustrado, e com a ajuda de Alec, Izzy e Simon, pensam em várias alternativas igualmente absurdas e perigosas com a invocação de um Demônio Maior e até mesmo um Anjo.

Paralelo a todo o plot principal da quinta história, temos o que acontece na vida pessoal dos demais personagens – na minha opinião, essa é a melhor parte. Magnus e Alec estão em uma situação estranha no relacionamento deles, mas, apena da parte de um deles e isso faz com que Alec cogite a pensar em algumas atitudes que envolvem o Magnus que podem ser muito perigosas.

Maia e Kyle estão cada vez mais próximos e neste livro, o relacionamento deles tendem a entrar em um novo patamar.

Izzy está desenvolvendo sentimentos confusos e conflituosos em relação a Simon, e esse plot foi simplesmente o meu favorito neste livro, que me fez fica cada vez mais ansioso para saber o que iria acontecer com eles dois. Aqui, podemos descobrir um lado que até então não tinha sido mostrado desses dois personagens. Além de Simon está enfrentando alguns problemas pessoais.

Já o plot da Clary e do Jace (ft. Sebastian), neste livro, foi o mais chato e sem graça para mim. Eu adoro o casal, eles exalam sensualidade como ninguém (um grande ponto da autora), e adorei as cenas deles nos demais livros, mas neste não funcionou muito bem, o ritmo não estava legal, as conversas que caiam sempre no mesmo. Sempre que chegava no plot deles, que é o principal de certa forma, eu ficava ansiando para terminar logo para eu saber o que acontecia em qualquer um dos demais plots que, de novo, na minha opinião, estavam muito mais legais que o deles.

Como é de se esperar, chega o momento em que todos os plots se juntam para formarem o tão esperado clímax do livro e, igualmente previsível, a autora responde várias perguntas assim como cria vááárias outras e decide terminar o livro na melhor forma de: MEU DEUS, EU PRECISO DO PRÓXIMO LIVRO COM URGENCIA.

Apesar de alguns pontos negativos que expus nesta resenha, o livro “Cidade das Almas Perdidas” (aliás, alguém pode me explicar qual é a dos títulos dos livros dessa saga? Por que a maioria dos títulos simplesmente não fazem nenhum sentido à história, pelo menos eu não consigo associar), é muito bom para quem adora uma história de fantasia com ação, romance e muito entretenimento.


Só pretendo ler o sexto e último livro da saga (também o menor livro) nas próximas férias, então terei que me contentar com a nova temporada de Shadowhunters que será lançada em breve na Netflix.


1 de abril de 2018

Resenha: Cidade dos Anjos Caídos, de Cassandra Clare

© Elton Cardoso

“Cidade dos Anjos Caídos” é o quarto livro da saga “Os Instrumentos Mortais”, escrito pela americana Cassandra Clare. Assim como terminou o seu antecessor, “Cidade de Vidro” (resenha aqui), a quarta história começa exatamente de onde parou. Isso, na minha opinião, faz com que, não importe quanto tempo eu tenha passado para ler a nova história, o sentimento de que o tempo não passou permanece.

Simon está tentando se adaptar da melhor forma possível à sua nova vida de vampiro, ao fato de ser um Diurno e carregar a Marca de Caim, e com isso, ele acaba conhecendo a vampira Camille Belcourt, bastante velha e poderosa, além de ser a líder do bando de Nova York. Ao saber dos poderes diurno do novo vampiro, esta oferece uma aliança, em que Simon prontamente recusa e, durante a conversa, os seus amigos Caçadores de Sombras acabam prendendo ela, o que a deixa bastante furiosa.

Paralelo a isso, temos um Jace, ressuscitado da morte, que não está totalmente em seu melhor estado, pois ele passa a ter pesadelos constantes envolvendo situações estranhas e perigosas daqueles que ele ama, incluindo a Clary. Consoante a isso, o casal principal da história descobre que tem uma pessoa tentando transformar bebês recém-nascidos em algo semelhante ao que Valentim fez com Jonathan/Sebastian, e com isso, se inicia uma investigação que, de certo modo, acaba levando aos principais plots do livro.

Ademais, outros personagens estão tentando levar suas vidas da melhor forma que podem, isso incluem Jocelyn e Luke, que estão planejando seu casamento. Porém, no dia do casamento é desencadeado uma série de acontecimentos que nos leva ao clímax do livro, aqui, é explicado parcialmente, o motivo de Jace está tendo tantos pesadelos e agindo estranhamente, assim, com a explicação de outros fatos e acontecimentos totalmente inesperados que me deixou devastado (para citar a Gaga).

Desta forma, como é de se esperar nos livros de Cassandra Clare, temos um final que resolve algumas questões apresentadas durante o livro, como disse anteriormente, mas, em contrapartida, várias outras situações acontecem e a autora termina a quarta história assim, sem solucionar nenhuma, nos deixando à mercê da curiosidade e ansiedade para o que vai acontecer no livro seguinte.

O livro “Cidade dos Anjos Caídos”, tem a mesma fluidez que os seus irmãos anteriores, a autora tem uma grande habilidade de criar histórias paralelas ao plot principal que me faz ficar ainda mais apegado para saber o que acontece na vida dos personagens, assim como ela sabe escrever como ninguém cenas de pegação/romance que só Jesus na causa, menina Clare.

Então, se você leu os demais livros, provavelmente irá gostar deste!


31 de março de 2018

Resenha: Cidade de Vidro, de Cassandra Clare

© Elton Cardoso

O terceiro livro da saga d’Os Instrumentos Mortais, escrito por Cassandra Clare, autora norte americana, começa onde parou o seu antecessor, Cidade das Cinzas (que já tem resenha disponível aqui).

Clary quer a todo custo encontrar a tal poção que irá quebrar o feitiço em que se encontra sua mãe, e para isso, ela decide ir a Idris em busca do feiticeiro Ragnor Fell, com a ajuda de seus amigos Caçadores de Sombras, porém, o que ela não sabe, é que Jace está planejando ir a Idris sem ela, e para isso, ele chama Simon para que ele possa ajuda-lo, no entanto, quando Simon se dá conta do que ele está planejado vai contra o plano de Jace e opta por não ajudar ele. Porém, nesse interim, enquanto Magnus estava abrindo o portal para que Jace, Alec e Izzy pudessem se transportar até Idris, eles são atacados por um bando de demônios, e no meio da luta, todos conseguem atravessar o portal, inclusive Simon, que agora é um vampiro e está em Idris sem anunciar sua chegada, o que é considerado uma violação para Clave, assim os Lightwood decidem esconder Simon enquanto pensam em uma alternativa de tirá-lo de Idris ileso, mas isso não será fácil, visto que a Clave já tem conhecimento do vampiro na cidade, além de saber de seu poder peculiar: conseguir andar sob o sol sem nenhum dano, um fato que nem um outro vampiro consegue.

De volta a Nova York, Clare descobre que eles já estão em Idris e após uma discussão com o Luke ela sai e consegue conjurar uma runa que cria um portal poderoso o suficiente para transportá-la até seu destino – os poderes dela estão ainda mais fortes neste livro –, e o que ela não sabe é que Luke também foi junto com ela, resultado: Luke também pertence ao submundo, pois é um lobisomem, assim como Simon, ele está no território da cidade sem ter anunciado previamente, fazendo com ele também tenha quebrado as leis.

Enquanto todos tentam consertar os problemas em que estão inseridos, novos personagens aparecem, entre eles, Sebastian Verlac, um primo afastado dos Penhallows – uma família de Nephilins amiga dos Lightwoods –, um garoto misterioso e igualmente bonito que intriga Clare logo que eles se conhecem – e provavelmente irá te intrigar também.

Em meio à busca do feiticeiro que irá quebrar o feitiço de Jocelin Fairchild, Valentim aparece em Idris e coloca os Nephilins contra a parede após uma proposta que irá apenas beneficiar a si, e não os Caçadores de Sombras. Isso leva o terceiro livro para uma linha de aventuras, descobertas e muitas reviravoltas que irão envolver, não apenas a protagonista Clary, mas também as demais personagens que amadurecem bastante neste livro – sério mesmo, acontece tanta coisa que a tensão será sua grande amiga durante a leitura.

Toda a aventura e fantasia que já conhecemos dos livros anteriores estão de volta em Cidade de Vidro, assim como todos os momentos onde Cassandra Clare usa de sua narração para descrever grandes momentos onde toda a sensualidade de suas personagens são exploradas e, em algumas cenas, me deixando louco com a brincadeira que ela fez comigo (para de brincar comigo, garota!), fazendo do livro, uma ótima opção de entretenimento, onde eu pude passar várias horas lendo sem me dar conta da passagem do tempo. Obviamente, pretendo dá continuidade à saga assim que tiver tempo suficiente para me dedicar ao quarto livro, visto que eles são um tanto grandes e eu prefiro lê-los de uma vez, e não a prestação, então até a próxima resenha de Os Instrumentos Mortais.


13 de julho de 2016

Resenha: Cidade das Cinzas, de Cassandra Clare

© Elton Cardoso

Cidade das Cinzas é o segundo livro da série Os Instrumentos Mortais, escritos pela Cassandra Clare. A história começa momentos antes do termino do livro anterior (e você pode ler a resenha do livro 1 aqui) com Jace, Alec e Izzy chegando de uma missão; Clary está tentando digerir ainda todas as informações que agora faz parte de sua vida: é uma Caçadora de Sombras, sua mãe está em coma causado por um feitiço misterioso, descobriu que tem um pai e que ele é um Caçador tirano e mau, e está apaixonada pelo irmão.

Porém, coisas ainda mais sinistras acontecem, e nesse livro, o destaque praticamente vai todo para o Jace, irmão da protagonista. Logo no começo descobrimos que uma grande autoridade da Clave está vindo ao Instituto para julgar o garoto, pois acreditam que ele sabia todo o plano do Valentim e que na verdade ele é um espião do pai. Assim, com a chega dos pais adotivos de Jace ao instituto, que o recebem com bastante frieza, acaba o expulsando de casa. Jace, com raiva, decide ir procurar encrenca no bar de lobisomens, e mais tarde acaba descobrindo que uma criança licantrope sofre um atentado de morte em que o assassino tinha o objetivo de drenar todo o sangue da criança lobo.


Mas as coisas complicam ainda mais para o Jace e, para não falar de mais, o garoto sofre muito nesse livro, confesso que deu dó dele. Enquanto a trupe tenta lidar com esses problemas, acabam descobrindo que outras crianças do submundo foram atacadas, outras mortas com o sangue totalmente extraído do corpo, assim, o Submundo começam a acusar o clã dos vampiros pelo ataque, porém, mais tarde, descobrem que o Valentim está por trás desses ataques e aqui se inicia o grande plot desse livro. Assim como o anterior, Cidade das Sombras é super envolvente e aqui a autora continua abordando os problemas sociais apresentados no primeiro livro, tudo isso camuflado pela fantasia construída por Clare. Já estou ansioso para ler o terceiro livro, mas antes de voltar para o mundo dos Shadowhunters, vou visitar outras histórias que em breve serão resenhadas aqui. 


12 de julho de 2016

Resenha: Cidade dos Ossos, de Cassandra Clare

© Elton Cardoso

Os Instrumentos Mortais é uma série literária composta por seis livros escritos pela Cassandra Clare (após uma adaptação para os cinemas que foi um flop total e chegou a ser cancelada, a saga ganhou uma segunda chance de adaptação, mas dessa vez para em formato de série de TV que é até melhor que o filme e você pode ver a primeira temporada completa na Netflix). O primeiro volume da saga recebeu o nome de Cidade dos Ossos – aliás, todos os livros recebem o nome de uma cidade que faz parte do universo criado pela autora.

Nesse primeiro livro conhecemos a Clary, uma adolescente de 16 anos como qualquer outra, até que ela começa a ver coisas que não devia. Quando Clary estava na entrada da boate Pandemônio, junto com seu melhor amigo de infância, Simon, um jovem loiro passa esbarrando por ela, ao reclamar pela falta de atenção do garoto, ele fica espantado pelo fato dela conseguir vê-lo, isso deixa Clary muito confusa, mas tenta deixar de lado e junto com o amigo entram na boate.

Enquanto estavam curtindo a festa, ela reconhece o garoto que esbarrou nela mais cedo e decide observá-lo a distância, até que ela percebe que ele, acompanhado por uma garota e um garoto, começam a perseguir uma pessoa, mais curiosa que antes, Clary decide seguir o trio para ver o que irá acontecer, porém, ela acaba presenciando um assassinato. Os três adolescentes mataram a pessoa que estava perseguindo. Clary dá um grito de pavor que chama a atenção do grupo de jovens, e eles, igualmente surpresos por ela ter conseguido presenciar tudo acabam indo ao encontro dela. Então Clary descobre que o garoto do esbarrão se chama Jace, e os outros se chamam Isabelle e Alec.

Então, após alguns acontecimentos, a Clary acaba descobrindo que é uma Caçadora de Sombras – híbridos de anjos e humanos que ao “tatuarem” alguns símbolos na pele adquirem poderes e lutam para manter o Submundo (lugar onde vivem os lobisomens, vampiros, feiticeiros, fadas e demônios, em que os Caçadores estão no topo dessa sociedade) em ordem. Após essa enxurrada de informações Clary acaba descobrindo que seu pai não está morto, como sua mãe tinha lhe contado desde muito cedo, e que na verdade ele é um Caçador de Sombras muito mal e que quer purificar o planeta para que somente os Nephilins – aka Caçadores de Sombras – sejam os únicos que possam habitar o planeta. Com a vida de Clary virando de cabeça para baixo com todas essas informações, a descoberta de um mundo que sempre existiu mas até então ela não conseguia ver, além do surgimento de um romance que mexe muito com ela.

Cassandra Clare consegue manter uma história, que beira as 500 páginas, de maneira única e ímpar. Ela constrói personagens que é possível se apegar rapidamente, e alguns que são tão chatos e arrogantes que você começa meio que a gostar dele mesmo assim – alô, Jace! Assim como ela consegue abordar temas sérios, como problemas familiares, adoção e homossexualidade.


Cada capítulo terminar com aquele ar de “caramba, não posso parar agora, tenho que saber o que acontece”, e, para variar, lá se vai mais horas dedicadas à leitura. Uma leitura super recomendada para todos aqueles que adoram literatura fantástica e para os que querem conhecer, é claro!